Edição Nº 14 - Julho de 2005
Produção Aqüícola
Urbana
Aqüicultura
Urbana e Periurbana |
Editorial(PDF)
O cultivo de peixes e de
plantas aquáticas comestíveis é muito difundido nas cidades do sudeste
asiático e, em menor extensão, da África e da América Latina. A produção
aqüícola está intrinsecamente ligada à sobrevivência de um número
significativo de famílias urbanas de baixa renda. Existe uma grande
variedade de atividades, incluindo os cultivos intensivo e extensivo
tanto de peixes quanto de plantas aquáticas. Entretanto, os sistemas de
produção envolvidos são geralmente semi-intensivos, utilizando
freqüentemente águas servidas urbanas como uma fonte importante de
nutrientes para aumentar a produção.
A expressão “planta aquática
comestível” será usada ao longo desta edição para denominar as plantas
verdes comestíveis “water spinach” ou “morning glory” (Ipomoea aquatica)
– espinafre-d’água; “water mimosa” (Neptunia oleracea), “water cress”
(Rorippa nasturtium-aquaticum) e “water dropwort” (Oenanthe
stolonifera), cultivadas na água.
Sistemas
de produção aquática de alimentos em Bangcoc (PDF)
Cerca de 10 milhões de pessoas
residem nas comunidades densamente povoadas da região metropolitana de
Bangcoc. Como resultado, a demanda por alimentos tem aumentado
dramaticamente. Entre as várias espécies de plantas comestíveis
disponíveis, os consumidores urbanos apreciam os produtos aquícolas como
o espinafre-d’água, a “water mimosa” e os peixes de água doce. Esses
produtos são produzidos principalmente nas áreas periurbanas ao redor de
Bangcoc.
A
situação atual da produção aqüícola periurbana em Hanói (PDF)
Com um total de 5.100 ha de
superfície aquática, Hanói tem um grande potencial para o
desenvolvimento da aqüicultura, não apenas da aqüicultura tradicional
praticada em tanques, reservatórios, lagos urbanos, campos de arroz e
áreas de despejo de águas servidas, mas também da aqüicultura integrada
ao turismo e ao lazer. Por causa da urbanização, a aqüicultura em
tanques nas áreas urbanas de Hanói está decrescendo, enquanto que nas
áreas baixas periurbanas, os antigos campos de arroz estão sendo
convertidos em áreas de produção aqüícola, tanques piscícolas e sistemas
integrando aqüicultura e agricultura.
Sistemas
periurbanos de aqüicultura em Phnom Penh (PDF)
Os numerosos lotes localizados nas áreas alagadiças na
periferia de Phnom Penh são fontes importantes de plantas aquáticas
comestíveis e de peixes para a cidade e outras regiões do Camboja. Essas
áreas são fertilizadas com águas servidas domésticass despejadas pela
cidade. As atividades relacionadas a esses sistemas de produção estão
intrinsecamente ligados com os meios de vida de muitas pessoas pobres
que vivem dentro e ao redor da cidade.
Uma
produtora de espinafre-d'água no lago de Beoung Cheung Ek, em Phnon
Penh (PDF)
Kim Bunthach é uma produtora de espinafre-d’água na vila de
Kbal Tumnob, nas proximidades do lago Beoung Cheng Ek, na periferia de
Phnom Penh.
Sistemas
de produção e comercialização de produtos aqüícolas na cidade de Ho Chi
Minh (PDF)
Ho Chi Minh é a
segunda maior cidade do Vietnam, localizada na parte sudeste do país.
Com uma área de 209.370 ha, HCM é atualmente habitada por quase 6
milhões de moradores permanentes. Cerca de 83,3% da população vive
dentro da área urbana, criando uma alta densidade populacional imersa em
um ambiente econômico diversificado e dinâmico. A aqüicultura é um
componente importante da economia da cidade, principalmente nas áreas
periurbanas.
O
futuro dos sistemas periurbanos de produção aqüícola de alimentos no
sudeste asiático (PDF)
Os
sistemas periurbanos de produção aqüícola de alimentos no sudeste
asiático estão em transição. Eles estão sempre prestes a serem movidos,
ou a ponto de se transformarem em outras coisas. Novas atividades,
recursos físicos, agências e instituições, pessoas e infra-estruturas
colonizam o espaço periurbano, e podem substituir ou remover as pessoas,
instituições e atividades, ou levá-las a responderem e a se adaptarem às
situações em transição.
O
fim da aqüicultura baseada em águas servidas? (PDF)
Recentes pesquisas de campo realizadas pelo autor em áreas
periurbanas de Bangladesh e do Vietnam indicaram que vários sistemas de
aqüicultura baseados em águas servidas podem estar com seu futuro
comprometido. O principal problema é a disponibilidade de terras, cada
vez mais reduzida pelo crescimento constante das cidades.
O uso
de águas servidas tratadas em tanques de sedimentação em San Juan,
Lima (PDF)
O programa de tratamento e reutilização
das águas servidas foi iniciado pelo CEPIS há 25 anos, visando
contribuir para o melhoramento do sistema de tratamento dos esgotos da
região pelo uso de tecnologias que permitam a remoção dos agentes
patogênicos e dos materiais orgânicos. Nesse sentido, o CEPIS e outras
várias instituições peruanas vêm desenvolvendo uma série de experimentos
ligados ao tratamento e reutilização de águas servidas no Complexo
Bio-ecológico de San Juan, ao sul de Lima.
Aqüicultura
familiar em Cuba (PDF)
A aqüicultura é vista em Cuba como um recurso importante para a
alimentação de sua população. O Ministério da Indústria Pesqueira – MIP
promove a aqüicultura no país desde o nível doméstico (conceito de
“aqüicultura familiar”), para melhorar a alimentação das famílias, até
os níveis nacional e internacional
Aqüicultura
urbana integrada em Cuba(PDF)
Dezenas de milhares de toneladas de
materiais orgânicos são coletadas e transferidas diariamente na
municipalidade de Playa para os vazadouros de lixo. Desse modo, recursos
importantes são perdidos, enquanto que os produtos da decomposição vão
contaminar a zona litorânea de Cuba. Além disso, a pesca predatória e
ilegal de várias espécies (como o “black sea urchin” e surtos de doenças
causam a deterioração dos recifes de coral e a redução dos cardumes. Um
projeto de disseminação executado pelas instituições citadas abaixo, com
o objetivo de demonstrar para as comunidades urbanas – especialmente
para as crianças e os jovens – como pequenas ações, executadas por
grupos numerosos, pode beneficiar o ambiente local e nacional e ao mesmo
tempo estimular a produção de alimentos e a reciclagem dos resíduos.
O
papel da aqüicultura na alimentação das cidades africanas (PDF)
A rápida urbanização da África (cerca de 7 a 10% por ano), o
desemprego, a insegurança alimentar nas áreas urbanas e periurbanas e o
declínio dos estoques de peixes são questões importantes que precisam
ser enfrentadas pelos governos locais e nacionais da região. Essas
questões estão ocorrendo em um contexto de transformação que se dá nas
forças econômicas e nos padrões de comércio dos mercados nacionais e
internacional de alimentos, levando parcelas cada vez maiores de pobres
a se envolverem em práticas de agricultura como um meio de vida e
recurso para alcançar maior segurança alimentar.
Produção
de tilápia em tanques domésticos de concreto nas periferias da Nigéria (PDF)
Duas importantes
limitações para a instalação de empresas de piscicultura na Nigéria são
a falta de capital inicial e a dificuldade para se adquirir a área de
terra necessária. O preço do arrendamento de terras aptas para receber
os modernos tanques de piscicultura convencional tornou-se proibitivo e
inviável, especialmente nos centros urbanos por causa da competição e
conflitos com os outros usos do solo típicos das cidades.
A
aqüicultura doméstica e familiar, de fundo de quintal, nas áreas
periurbanas foi recomendada na Nigéria como um método econômico de se
produzir peixe e melhorar a nutrição da população. O tanque doméstico de
concreto foi desenvolvido como um tipo de equipamento fechado,
alternativo e acessível aos piscicultores de fundo de
quintal.
Aqüicultura
periurbana em Gana (PDF)
A
piscicultura foi adotada e estimulada com entusiasmo no final da década
de 1970 pela Assembléia Municipal de Accra (AMA) como uma alternativa de
geração de renda.
Ela era vista como uma parte importante da “Operação Alimente-se” (OAS) que foi lançada pelo governo da época.
Foram feitos vários esforços para desenvolver fazendas piscícolas em
toda as áreas disponíveis que não pudessem ser usadas para agricultura
ou para edificações, na época, e onde houvesse água disponível. Alguns
dos piscicultores obtiveram sucesso, mas, pela falta de treinamento e de
informações, a maioria ficou às voltas com problemas de gerenciamento e
o programa de piscicultura para reduzir a pobreza nas comunidades
urbanas e periurbanas acabou descontinuado. Porém mais recentemente, nos
últimos cinco anos, a piscicultura e a aqüicultura estão sendo
crescentemente reconhecidas, pelas populações urbanas e rurais, como
atividades empresariais viáveis, e vêm ganhando terreno principalmente
nos centros urbanos.
Agricultura
urbana em Istambul, Turquia (PDF)
A Turquia já foi
definida como a ponte entre a Ásia e a Europa. Esses dois continentes e
suas civilizações deixaram muitas marcas no país e no povo turco. Por
milhares de anos, na Anatólia (na parte asiática) e na Trácia (na parte
européia), a vida baseou-se principalmente na agricultura. Istambul,
situada nessa ponte, está crescendo rapidamente na medida em que atrai
imigrantes das áreas rurais. É nessa cidade que está situada a atividade
agrícola descrita neste artigo.
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RUAF sobre planejamento de ações e formulação de políticas envolvendo
diversos interessados
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