Edição Nº  9 - Abril de 2003
Financiando a Agricultura Urbana

Editorial: Financiando a Agricultura Urbana (PDF)


Informações de Mato Grosso do Sul, Tontines e Cartum (PDF)
Embora nenhum artigo tenha sido enviado sobre essas três experiências, a equipe do RUAF percebeu a importância de divulgá-las.


O gerente de comercialização em Gana (PDF)
Enquanto muitas atividades agrícolas em Gana são financiadas pelo governo ou por programas internacionais de assistência, os agricultores urbanos comerciais só podem contar com seus próprios recursos para iniciar ou ampliar seus negócios, e dependem, para comprar insumos, do adiantamento fornecido por quem comercializa seus produtos no mercado. Alguns produtores estão aprendendo a superar essa carência de crédito – De Gana, um exemplo a partir dos esforços de um grupo de sete agricultores da cidade de Acra.


Microcrédito para pequenos produtores na Argentina (PDF)
A agricultura urbana inclui atividades de pequena escala que visam complementar a renda familiar. Não existe nela o conceito empresarial, como nas grandes indústrias. Na Argentina, os recursos humanos, técnicos e financeiros de apoio a ela só estão disponíveis por meio de programas como o programa Pro-Huerta, do INTA (Instituto Nacional de Tecnologia Agricultura e Criação de Animais) e o Programa de Agricultura Social (PSA). Embora a crise econômica tenha enfraquecido o processo de integração no país, existem condições que permitem a geração de uma mudança positiva através das atividades agrícolas urbanas, já que os pequenos produtores são os verdadeiros motores por trás do processo de desenvolvimento. O PSA, criado em 1993, focaliza nessas condições capazes de promover mudanças. O programa de micro-crédito rural foi adaptado para os produtores das áreas urbanas e periurbanas, e promove o desenvolvimento dos sistemas de produção através da oferta de treinamento, crédito e assistência técnica.


Política social - ou a demanda desassistida - o caso de Texcoco, México(PDF)
No México, a cada ano grandes porções de terras agrícolas são incorporadas à hierarquia e à dinâmica das grandes cidades. Um dos territórios recém incluído na dinâmica megalopolitana da Cidade do México é Texcoco, localizado no estado do México, a 20 km da capital mexicana. Em Texcoco, 42 das 54 comunidades são consideradas rurais, e a missão do atual governo é preservar seus espaços produtivos da influência urbana. Em 1997, a Unidade de Desenvolvimento Urbano começou uma experiência piloto do Programa de Microcrédito Produtivo, cujo objetivo era fortalecer as atividades produtivas na região, especialmente para os pequenos e médios produtores. Este artigo avalia os resultados obtidos pelo programa.


Crédito e investimento na agricultura urbana no Nepal(PDF)
No Nepal existem 58 municipalidades e cerca de 80% da população nepalesa depende da agricultura, baseada principalmente nas áreas rurais. Devido à rápida urbanização, grande parte das áreas agriculturáveis de Kathmandu foi ocupada por moradias, quase eliminando a produção agrícola. Hoje muitas terras agriculturáveis na periferia da cidade estão dedicadas à produção de alimentos, principalmente de arroz, trigo e hortaliças, sendo os produtos vendidos nos mercados locais. O impacto de duas cooperativas é descrito neste artigo: a MPSACCO é uma cooperativa só de mulheres, que adotou dois tipos de concessão de crédito (individual e em grupo); e a SSACCO, uma cooperativa mista que adotou apenas a concessão de crédito individual.


Focando o crédito para a agricultura urbana em Gaborone, Botsuana(PDF)
Gaborone cresceu rapidamente, de uma pequena cidade até tornar-se a capital do Botsuana, em menos de 36 anos. Muitos sistemas agrícolas de subsistência e também com finalidade comercial são encontrados por toda a cidade. Uma das estratégias de subsistência adotada pelos pobres é a agricultura urbana, seja como um meio de sobrevivência ou para suplementar seus parcos rendimentos. Mas também existem vários empresários que a adotaram como um meio de gerar lucros mais significativos. Entre os vários programas de crédito disponíveis no Botsuana, três alcançaram maior sucesso entre os produtores agrícolas urbanos e periurbanas, e são analisados neste artigo.


HOPCOMS: uma história de sucesso com cooperativa de vendedores de hortaliças(PDF)
O governo do estado de Bangalore tem sido incapaz de atender as necessidades básicas de uma população que se urbaniza rapidamente. As organizações da sociedade civil estão começando a assumir a responsabilidade de informar o público e exigir mudanças. Um modo para enfrentar os variados problemas é encorajar investimentos nas instituições criadas e administradas pela população. Existe uma especial necessidade de mais crédito e investimentos na agricultura urbana. A HOPCOMS oferece o exemplo de uma organização que oferece os benefícios da comercialização coletiva de produtos – tanto para os produtores como para os consumidores – principalmente frutas e hortaliças necessárias diariamente para as pessoas de todas as classes sociais.


Financiando a agricultura urbana em Londres(PDF)
As fazendas urbanas, como uma forma de agricultura praticada nas cidades, é um importante fenômeno recente e crescente no Reino Unido. Tanto os custos iniciais como os operacionais são muito elevados, e a segurança futura dos projetos demanda mais apoio direto do governo para financiar a propriedade da área e os postos de trabalho de longo prazo. O futuro da agricultura urbana está na habilidade de se adaptar e se integrar nas questões ligadas ao desenvolvimento, como educação, coesão comunitária, inclusão social e biodiversidade. A integração com temas ligados aos negócios também atrai o apoio do setor privado, tanto em dinheiro como em insumos. O papel dos voluntários e o compartilhamento de recursos entre grupos envolvidos nos projetos é um fator-chave no sucesso dos projetos comunitários que outras cidades também deveriam promover.


Assegurando recursos por meio do orçamento municipal participativo em Porto Alegre, Brasil(PDF)
A cidade de Porto Alegre é reconhecida internacionalmente por suas estratégias administrativas inovadoras. Um dos pilares da democratização local foi a implementação do “orçamento participativo”, empregado pela primeira vez em 1989. Desde então, a população pode decidir sobre o emprego de uma parcela dos recursos públicos. Os agricultores urbanos organizados têm sido desde então capazes de demandar por recursos para desenvolverem suas atividades – desde a produção até o processamento.


Financiando o desenvolvimento da produção de laticínios voltada para o mercado na Etiópia(PDF)
A Associação de Produção e Comércio de Laticínios de Ada'a-Liben Woreda foi criada em 1998, na cidade de Debre Zeit, 45 km a sudeste de Adis Abeba, Etiópia. A Associação foi criada por 34 membros fundadores. Os principais objetivos da Associação são minimizar os altos custos envolvidos na comercialização de seus produtos e reduzir as flutuações sazonais dos preços. A coleta do leite e as atividades de comercialização começaram em janeiro de 2000, e ao longo dos últimos anos a Associação fez progressos significativos. Atualmente ela conta com 428 membros, sendo 245 homens e 183 mulheres, todos produtores. Além disso, 181 produtores não membros também fornecem leite para a associação. Os membros da Associação têm um total de 1.716 vacas leiteiras e um capital de cerca de 500.000 Birr. Ao redor de Debre Zeit, já foram criados sete locais onde o leite é coletado diariamente. A Associação criou oportunidades de emprego para 25 pessoas, que formam sua equipe permanente. Recentemente, ela comprou dois refrigeradores com capacidade para 25.000 litros de leite. A coleta de leite aumentou para 5.500 litros por dia ou cerca de 175.000 litros por mês. A principal fonte de financiamento tem sido as contribuições de seus membros, as vendas de leite e o apoio de algumas agências governamentais, ONGs e entidades internacionais.


Microcrédito e investimentos na horticultura urbana em São Petersburgo, Rússia(PDF)
Anualmente, cerca de 2,5 milhões de habitantes de São Petersburgo envolvem-se com atividades agrícolas. A principal razão para praticar a horticultura e a agricultura nessa cidade é a busca da auto-suficiência. Mas os horticultores urbanos nunca conseguem empréstimos nas instituições de crédito, e precisam tomar emprestados pequenos valores de seus amigos e parentes para financiar suas iniciativas. Os agricultores periurbanos de pequena escala têm uma grande necessidade de obter crédito de modo a incrementar suas atividades produtivas. Várias fontes de microcrédito são descritas neste artigo. A conclusão é que a horticultura urbana é um fator importante de estabilidade política na sociedade, havendo portanto necessidade de subsídios governamentais.


Estratégias econômicas para diversos sistemas de cultivo na África Ocidental(PDF)
Nas principais cidades da África Ocidental, os agricultores urbanos não formam um grupo homogêneo. Eles diferem quanto aos cultivos, aos períodos de cultivo, à localização, aos insumos, aos investimentos de capital, aos lucros e aos equipamentos. Os variados sistemas produtivos têm suas estratégias específicas, às quais as linhas de crédito devem se adaptar. Nos plantios urbanos da África Ocidental, podemos distinguir quatro ou cinco diferentes sistemas produtivos que diferem por tipo de área cultivada, produtos, localização (urbana ou periurbana), estratégia econômica, e lucratividade. Neste artigo, os seguintes sistemas de plantio são analisados: plantios de hortaliças diversas irrigadas com regadores; plantios de hortaliças diversas irrigadas com bombas; plantios de hortaliças tradicionais realizados por mulheres; cultivo de plantas ornamentais; e plantios de grãos. Várias entrevistas foram realizadas em Lomé, Cotonou, Bamako, Dakar, Ouagadougou e Conakry em 1999 e 2002, como parte de projeto do INCO, financiado pela União Européia, denominado “Uso de composto orgânico doméstico com propósitos fitossanitários na agricultura periurbana na África Ocidental". Além disso, o programa IWMI-FAO na África Ocidental financiou a publicação do “Estudo dos Recursos Urbanos para a Agricultura nas Cidades”. Baseado nessas entrevistas, o rendimento anual (em Lome e em Cotonou) ou sazonal (em Bamako e em Ouagadougou) dos plantios urbanos foi calculado, levando-se em consideração o faturamento e os custos dos insumos, salários, manutenção e depreciação.


Microcrédito para agricultura urbana na Bulgária(PDF)
Tradicionalmente, a agricultura desempenha um papel importante na economia da Bulgária. Os pequenos agricultores urbanos formam uma parcela substancial e crescente do setor agrícola búlgaro. A maior parte da agricultura urbana é praticada com fins de subsistência. Alguns programas de crédito agrícola foram introduzidos, mas os níveis de financiamento são insuficientes para compensar o quase nenhum crédito disponível nos bancos para essa atividade. Os bancos insistem em sua abordagem e métodos conservadores com relação ao crédito que oferecem, em geral e particularmente os destinados à agricultura. Além dos empréstimos obtidos junto a famílias ou aos bancos, a agricultura rural e urbana na Bulgária depende ainda de programas internacionais de empréstimos, discutidos nesse artigo.


Investimentos em agricultura urbana para reduzir a pobreza nas Filipinas(PDF)
Os últimos 20 anos viram a população de Marilao aumentar à media 9,4% por ano (4,5 vezes a média nacional). O plano qüinqüenal de desenvolvimento elaborado em 1996 enfatizou o aumento da produtividade combinado com mais acesso a financiamento. Para compensar a rápida conversão de boas terras agrícolas em áreas urbanizadas, ocupadas por moradias, indústrias, comércio e serviços, e a degradação do solo, das águas e do ar que acompanha esse processo, a prefeitura começou a investir na coleta de lixo biodegradável, e no seu processamento (compostagem) em adubo a ser usado na produção agrícola. Subseqüentemente, a produção doméstica de alimentos fertilizados com composto orgânico tem sido facilitada e apoiada.


Compostando o lixo das cidades na agricultura urbana na Índia(PDF)
A compostagem do lixo urbano é uma exigência legal em todas as cidades indianas. Entretanto, os governos central e estaduais ainda precisam perceber essa atividade como um bem social que exige apoio oficial. Este artigo descreve o cenário agrícola atual na Índia, os benefícios comprovados do programa “Gerenciamento Integrado de Nutrição das Plantas” (Plant Nutrient Management - IPNM) e o uso do composto urbano em colheitas resistentes à seca e na recuperação de solos degradados. Também são analisados alguns problemas enfrentados pelos produtores de composto e as atitudes dos agricultores e dos produtores de adubos químicos. O artigo analisa ainda os benefícios estratégicos e econômicos da venda conjugada de adubos sintéticos e orgânicos (produzidos em centrais de compostagem de propriedade dos produtores de fertilizantes químicos). Por fim, várias iniciativas são sugeridas aos governos central e estaduais.


Serviços financeiros formais e informais(PDF)
O crescimento e o desenvolvimento da agricultura urbana como resposta à pobreza urbana e ao aumento dos preços dos alimentos têm se tornado evidentes na Nigéria. A urbanização e o aumento da produção agrícola urbana constituem uma base econômica indispensável para muitos serviços locais urbanos. O financiamento para a agricultura na Nigéria, tanto formal quanto informal, é discutido neste artigo.


O desenvolvimento da agricultura periurbana na China: uma nova abordagem em Xiaotangshan, Beijing(PDF)
A agricultura sempre ocupou uma posição muito importante na economia da China. A agricultura suburbana (um termo freqüentemente usado pelos estudiosos chineses para indicar a agricultura periurbana), é totalmente orientada para a demanda urbana: a produção de hortaliças, frutas, leite, peixe, gado e galinhas, bem como de alguns grãos com alto valor agregado, como vários tipos de feijão. É uma atividade intensiva em trabalho, e relativamente intensiva em capital, com um alto nível de produtividade e tem absorvido muitos trabalhadores rurais. No final da década de 1990, ocorreu um novo surto de desenvolvimento na China, e ao invés de prestar atenção apenas para a quantidade de alimentos, as pessoas passaram a priorizar a sua qualidade. Em Beijing, bem como em Shanghai, foram criados parques demonstrativos envolvendo o desenvolvimento científico e tecnológico orientado para a agricultura. O moderno parque demonstrativo agrícola de Xiaotangshan é um deles.


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